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A política é uma dama geniosa


Luiz Alberto Barbosa da Silva Magistrado - Juiz Diretor do Fórum de Nilópolis

Pode ter muitas caras, vestir muitas roupas, ter vários comportamentos contraditórios. Às vezes exalta alguém, outras o destrói. Nunca se sabe as reais intenções. Pode ser uma união de reais aliados, ou uma dança de traições. A inclinação, pelo que vejo, é mais para a segunda. Aliena, engana, compra por míseros centavos, se comparados com o valor cobrado. Bandido vira heróis, como anda dizendo aos quatro ventos uma figura grotesca e cínica adorada por muitos. A função principal de organizar a sociedade e defender seus interesses fica para um segundo, terceiro, quarto plano, ou não integra plano nenhum. A defesa dos representados, não é o que se vê por toda parte. Ela, política, vem se deteriorando. Quanto mais fraco o povo, e é isso que se busca, mas os maus intencionados se fartam e fazem a festa regadas a muito whisky e vinhos de primeira, e tudo com o dinheiro do povo sofrido que agoniza na fila do hospital ou por um prato de comida. Os mais céticos dizem: “Nada vai mudar, não importa quem vence". Devemos acreditar. Será que ainda é possível? O que podemos pedir a essa senhora (política)? Que possamos voltar a confiar nas instituições e que os jogos de poder sejam desmascarados. Quando? Eu não sei. Por enquanto, faltam firmeza, vontade, solidez, e, acima de tudo, limites. O jogo de interesses é inimaginável.



Os acordos são feitos a todo momento. Se der errado, sempre tem um companheiro de plantão para livrar da prisão. Tivemos exemplo recente. Quase tudo é manipulado, tem preço, (e não é barato), se firma e se desfazem num piscar de olhos. Constantemente nascem novos partidos, e nós sabemos o motivo. Lealdade? Esquece. Já deixou de existir faz tempo. A que busca o bem é rara, infelizmente. A trama segue aquecida, o rabo preso cala a boca de muitos, e a impunidade solta aos olhos e faz tudo parecer permitido. Nós, os homens de boa índole, não sabemos jogar seguindo tão desregrada regras. Que, da próxima vez saibamos escolher, se é que ainda dá tempo, e não cometamos os mesmos erros que estamos cometendo há 30 anos, e que anda derretendo, ainda mais, nossos sonhos de uma política honesta e confiável, solte nossa esperança da caixinha de Pandora e não nos envergonhe. Basta ver quem quer voltar. Coitado de nós!!

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