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Advogada conta como ficaram as mulheres detidas em Brasília

Advogada conta como ficaram as mulheres detidas em Brasília
Flávia Guth relatou as suas impressões ao visitar as mais de 677 mulheres presas após os atos terroristas do último domingo,8

Em entrevista à Marie Claire, a advogada criminalista Flávia Guth, que é conselheira da OAB no Distrito Federal, contou as suas impressões ao visitar as mais de 677 mulheres detidas após os atos terroristas do último domingo,8, em Brasília. Elas foram levadas para o ginásio da Polícia Federal, onde prestaram depoimentos e permaneceram presas sob acusação de participar da invasão na Praça do Três Poderes.


“Eram mulheres muito ligadas à religião, com clara vulnerabilidade emocional. Algumas me disseram que tinham uma família distante e que viviam sozinhas", contou.


Integrante dos coletivos femininos Elas Pedem Vista e UMA, a advogada destacou o perfil das mulheres que permaneceram detidas pela PF. "São de um perfil mais solitário, pelo que pude observar, e talvez por isso tenham se unido. A maioria dos detidos era de pessoas que não tinham vivência política, que acreditavam estar participando de um movimento, não digo que pacífico nem democrático, mas que elas achavam ser correto".


Ela conversou com dezenas de mulheres ao longo de mais de seis horas no local, ouvindo suas queixas e angústias."Encontrei pessoas com sentimento de abandono. Mulheres muito tristes. Vi duas cenas que achei emblemáticas. Tinha uma mulher recebendo soro e chorando compulsivamente, com uma outra abraçada a ela."


De acordo com Flávia, seu objetivo era ir ao local para ter certeza que os direitos dos detidos estavam sendo cumpridos e respeitados. Além de verificar se havia alguma necessidade de atendimento que precisasse ser encaminhada à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).


“Eu fui para ver se aquelas pessoas estavam tendo o atendimento conforme exige a Constituição e a legislação federal. Todos, independentemente do que fizeram, devem ter respeito às suas garantias constitucionais.

Apesar do relato, a advogada deixa claro que reprova os atos em Brasília. “Não estou passando pano para ninguém. Essas pessoas têm que responder pelo que fizeram, ninguém tem que ser perdoado. Mas acho que elas não dimensionavam a gravidade do que fizeram e não tinham dimensão das consequências de seus atos”.



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