No pais do faz da conta
- Jorge Ribeiro Silva

- há 3 horas
- 2 min de leitura

Vai começar a festa... Mas calma! Nós não fomos convidados, apesar desta ser financiada com o nosso dinheiro. Aliás, certa vez li uma definição do que é o fundo eleitoral: “É um dinheiro que é tirado do povo para eleger alguns que vão tirar dinheiro do povo”. Até parece um pleonasmo.
O que acontece atrás dos bastidores nem o diretor quer saber. O roteiro é sempre o mesmo. Mexem-se as peças do taboleiro, mas a mudança, se houver, é imperceptível.
A política é uma dama geniosa, veste várias máscaras, mas toda máscara tem um buraco por onde a verdade escapa. Só que, quem está interessado com a verdade? Essa está em desuso, pois o que prevalece é o interesse, ainda que a verdade passe longe daí.
Os buracos são cada vez mais fundos e até a luz do túnel está se apagando. No conto “Teoria do Medalhão” de Machado de Assis, esse narra a lógica das aparências, regida pelo princípio de aparentar ser; parecer ser sábio, parecer conhecer a filosofia da história, mas sem realmente ser e conhecer o que quer que seja. Nesse sentido, o ofício de medalhão também não passa de um embuste. Qualquer semelhança com os tempos atuais é mera coincidência.
O negócio parece ser tão bom que quem está dentro não quer sair e quem está fora está doido para entrar.
O povo agoniza na UTI sustentado por aparelhos e sem previsão de alta, pelo menos a médio prazo. Será que isso não tem jeito? Ou esse é o nosso jeito?
Os caciques já batem seus tambores e estão prontos para as chuvas de contratados fabricados, desses para inglês ver, pois já se têm os escolhidos. Aliás, a roda só gira em torno deles mesmos. Ai daquele que se levantar contra isso! Será tido como o perturbador da ordem, o sopra vento na calmaria, será calado imediatamente. Isso porque vivemos em uma democracia. A justiça segue com seus olhos vendados. Ver para quê? Diante de tanta iniquidade.
Quem sabe apareça algumas malas em uma sala qualquer, ou na sunga de um grande figurão. No final, tudo se ajeita e a gente viu que é assim que funciona. Como? Todos sabemos, e o nariz de palhaço já é um acessório definitivo na nossa cara que, a cada dia, leva um tapa da imoralidade.
No final da festa...Lá vem o garçom e aquele famoso pedido: Por favor, traga mais uma pizza.
Eu ando é ansioso para saber quando vou receber minha picanha com cervejinha.
Ah! Se gritar... Será que vai ficar alguém para apagar a luz? Cala-te boca. Boca te cala.
Façam suas apostas nesse país do faz de conta.

























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